Macgyver não era um seriado tão mentiroso assim
O dia tinha tudo para ser uma das melhores sexta-feiras do ano. Aniversário da namorada chegando, amigo vindo dormir aqui em casa para participar das comemorações e alem de tudo era uma sexta-feira, ou seja no dia seguinte seria o fim de semana.
Mas eis que surge o tal do Murphy para deixar tudo mais interessante e quando acordo recebo um telefonema dizendo: “Nem adianta sair de casa, pois está tendo greve de ônibus.“. Bom, com essa noticia, já pude cancelar a vindo do amigo, a visita a namorada e a ida ao trabalho, logo só me restava voltar para a cama e aguardar o horário do trabalho para ligar e dar a noticia de que não poderia ir, devido a falta de transporte.
Para quem não sabe, eu moro bem longe do trabalho e acordo as 5 da manhã para começar a trabalhar as 8:30, logo tive um bom tempo de espera até dar a noticia. Mas quando achei que só avisaria do ocorrido fui surpreendido mais uma vez por outra frase: “Não tem ônibus é? Estou pensando seriamente em ir aí te buscar“. E foi assim que acabei chegando ao trabalho exatamente as 12:00 horas para conclui uma tarefa urgente que ao decorrer da tarde simplesmente deixou de ser, tornando toda essa peregrinação quase que inútil.
Chegou a hora da saída, as 17:30 e como a greve persistia, alguém tinha que me levar para casa e assim fomos rumo ao engarrafamento que as sextas já costuma ser maior, mas com a greve o número de carros aumentou bastante e com isso é claro que o trânsito logo apresentou suas retenções. Após alguns segundos nesse anda, para, anda, para, para, para, anda, começamos a ver uma estranha fumaça subir do capô do carro, seguido de um barulho de água fervendo.
Imediatamente paramos no acostamento para ver o que tinha acontecido e como ambos não tínhamos a menor noção de mecânica, o telefone celular começou a funcionar procurando por entendidos. Após várias indicações para a solução do problema resolvemos andar pela região para procurar água para reabastecer o carro com o que tinha evaporado devido ao tal barulho de água fervendo e tentamos seguir viagem com aquela ilusão de que tudo tinha se resolvido sem que tivéssemos feito nada.
Momentos depois, o barulho surge novamente e por sorte paramos exatamente no ponto do caminho onde tinha um reboque parado no acostamento. Assim que paramos fomos pedir ajudar e um dos funcionários logo abriu o carro e disse: “Alguém tem um clips aí? Rápido, que ninguém pode ver que eu to ajudando vocês“. A primeira reação de todos foi essa mesma questão que deve estar passando pela sua cabeça nesse momento: “Mas um clip, como assim?”.
Fato é que Murphy estava assistindo essa cena toda e é claro que ninguém tinha um clip, após muito procurar em minha mochila, achei uma argola que prendia as duas cópias da chave de casa que sempre carregava comigo e logo fui entregar para o nosso Macgyver brasileiro e logicamente a partir desse momento passei a prestar atenção em todos os seus movimentos.
A primeira coisa que fez foi fazer um arco com a argola e ligar cada ponta do metal em um conector do carro e pedir para alguem ligam-lo. Assim que a chave foi acionada, uma faísca apareceu e a ventoinha (também conhecida como “ventiladorzinho” pelos leigos) que não estava funcionando começou a rodar. O que a física pode provar que era o problema enfrentado pelo carro até então… uma ventoinha que não funciona parece ser um bom motiva para o super aquecimento de um carro.
O problema é que ao soltar a mão do arco metálico que forneci, a ventoinha parava de girar, porque infelizmente o encaixe não estava firme. Então nosso Macgyver começou a pedir de forma mais nervosa pelo clip, inclusive deixando o arco cair no chão e se perder. Nesse momento, achei que não chegaria mais em casa na sexta e que teria que esperar até o carro ser rebocado e consertado para conseguir voltar.
Nossa ultima esperança era um carro que também passava por problemas e estava parado a nossa frente, onde encontrava-se uma mulher. Foram lá na esperança de conseguir o tal clip, mas pela demora, já estava descrente do sucesso da missão, quando de repente voltam de lá com um grampo de cabelo que por sorte encaixou perfeitamente onde deveria, provocou um curto-circuito que permitiu com que a ventoinha funcionasse e de tal forma, após dar o tal dinheiro do cafezinho para o nosso salvador, pudemos seguir nossa viagem.
Mesmo com toda essa aventura cheguei em casa apenas 1 hora após do que chegaria caso tivesse voltado normalmente de ônibus. Após o fim de semana, na segunda-feira, fiquei sabendo a origem do problema. Algo tinha acontecido ao cebolão e o mesmo teve que ser trocado. Bom, eu sempre conheci o Cebolinha da Turma da Mônica, hoje em dia com essa tal de Turma da Mônica Jovem, ou Manga, sei lá, ele é conhecido como Cebola… seria o Cebolão um sinal sobre uma possível Turma da Mônica Adulta num futuro próximo? o_O
Enfim, moral da historia: “Macgyver não era um seriado tão mentiroso assim“.
7 Comentários para Macgyver não era um seriado tão mentiroso assim
Eis que depois de muitos pedidos, uma fã é atendida. Um texto ‘dia-a-dia’ (com hífen mesmo), viva! Mas, eu sou boa em reclamar também, ou está pensando que só você se profissionalizou nisso? Pra começar, a leiga aqui identifica problemas melhores que um certo alguém ¬¬. E Macgyver? Quem é esse? Ou eu definitivamente não tive infância, ou tive, mas fui uma criança muito jogada que só vivia na rua e não assistia TV. Faltou um link né, ajudaria bastante. Aposto que tem gente que não vai lembrar (aposto mais ainda que tem gente que foi uma criança ‘jogava’, ou seja lá o que for…). Mas tudo bem seu Rafael, eu tenho banda larga mesmo.
Hmm, Macgyver no Brasil era conhecido como ‘Profissão Perigo’, foi exibido entre os anos 80 e 90 (cara, eu era uma criança muito rueira mesmo)…
Ahá, suspeitei desde o princípio, Macgyver “era um agente secreto que não usava armas e resolvia os seus problemas graças a conhecimentos científicos, engenhocas, e ao seu bem amado canivete” (Wikipédia e Ctrl+C do meu teclado funcionam! Oh!).
Mas, o cara que consertou o carro de vocês foi um anjo ein. Um anjo bobo que não queria dar tchauzinho pra câmera.
Pra terminar, http://img110.imageshack.us/img110/8003/monicaquell1.jpg Sem mais.
Eu te amo, seu azarento.
Huahuhauhauhauhuah e o Murphy sempre apostos pra provocar um dia “diferente” na vida de todo mundo, mas que bom que tudo acabou bem!
Beijão :]
Nossa, acordar às 5 pra começar a trabalhar às 8:30 é barra… Vc mora aonde? Eu nunca aguentaria essa dificuldade de ir de um lugar ao outro, e o trânsito… Aff, não tenho paciência! Melhor ficar na minha cidadezinha fim de mundo mesmo xD
Que máximo conhecer o Macgyver pessoalmente! xD hahaha Muuuito legal consertar um carro usando um grampo de cabelo! *-*
E eu não sei porque, mas mulheres sempre têm grampos de cabelo na bolsa. Eu nunca uso, mas se for ver, tenho alguns perdidos na bolsa. É dos grandes mistérios da vida =D
Beijo =*
aheuaheuaheauehauheu
parece história isso que vc escreveu… ainda bem que a mulher tinha um grampo né?
bjs.
Tá, agora que vi meu link ali do lado com “a nova farmacêutica”. Hahaha, que merda é essa, guri? Tira o “nova farmacêutica” dali!
Você é mesmo importante no trabalho, hein? Para irem buscá-lo nessa distância toda provavelmente só você iria conseguir resolver o negócio urgente.
Meu orientador de TCC era mestre em fazer gambiarras no laboratório, então imagino que ele seja do tipo que consertaria um problema desses com um grampo de cabelo. É surpreendente como algumas pessoas conseguem consertar coisas com tanta facilidade. Se fosse eu iria ter que dormir no carro se alguém não fosse consertar. Na farmácia tentei consertar um vazamento (consertar não, amenizar), mas sem sucesso, haha, imagina então um carro.
POR DEUS que empreitada hein… numa sexta feira acontecer uma coisa dessas certamente me deixaria irritada… mas como areia nos olhos dos outros não arde nos meus… quase me mijei de tanto rir com essa história, hilária.
Eu imagino o fisico do salvador de vocês… =D
Beijos
Aaahn, andei pensando…nem levo grampo de cabelo na bolsa, nunca levei.
Vou levar a partir de agora o_o. É sério!


Terça-feira, 7 de Abril de 2009