Grande Terça

O dia começou normalmente, acordei as 5 da manhã, tomei meu café, tomei banho e quando fui para o ponto de ônibus vejo o mesmo dobrando a esquina pois estava 2 min atrasado. Como sempre chegava 30 minutos adiantado no trabalho, esperar o próximo ônibus que passaria após 15 minutos não alteraria praticamente nada no meu dia, ou seja ainda era um dia normal.

Peguei o ônibus, liguei meu mp3 nas alturas já que tinha que competir com o barulho infernal feito não só pelo motor do ônibus, mas também por todos os seus componentes que chacoalhavam a cada um dos milhares de buracos que existem na estrada. Se não me engano escutava um Podcast que durava cerca de 60 minutos.

Ao chegar aos 15 minutos do programa meu ônibus encontra aquele outro que eu tinha perdido e o mesmo estava quebrado. Após todos os passageiros trocarem de condução logo pensei: “Nossa, escapei de pegar o ônibus quebrado. E não é que eu estou com sorte hoje”.

Ledo engano. 10 minutos após um barulho ultrapassa o som do mp3 e o ônibus para. Não queria acreditar no que tinha acontecido, então continuei ouvindo o podcast enquanto o motorista desceu para ver o que tinha acontecido e ao ver que todos os passageiros desciam constatei que não adiantava tentar me enganar, o ultimo ônibus tinha quebrado.

Quase soltei um: “Oh! E agora quem poderá nos defender??” quando avistei o antigo ônibus, outrora quebrado, chegando e sem entender nada entrei no mesmo juntamente com os outros passageiros. Voltei a escutar meu podcast e já quase no final do mesmo o ônibus para novamente dizendo que só iria até ali, já que estava quebrado, e que o motorista nos colocaria em outro ônibus (no local onde ele parou teoricamente existiam mais ônibus disponíveis).

E foi o que aconteceu… quase uma hora depois, mas aconteceu. Como resultado cheguei ao trabalho depois das 10 horas, quase na hora do almoço. Mas por incrível que pareça no horário de trabalho tudo aconteceu normalmente. Já, depois dele…

Havia marcado de me encontrar com a Hanna em um shopping, pois ela iria procurar o celular que eu citei no ultimo texto na cor certa e coisa e tal. Então eu precisava pegar um ônibus e depois as barcas, coisa que com uma pessoa normal demoraria cerca de 40 minutos a 1 hora.

Pois é, com uma pessoa normal eu disse. Quando é comigo (ainda mais nesse dia) coisas estranhas acontecem, como eu pegar um ônibus que o motorista para para zoar taxistas que estavam tendo seus veículos apreendidos ou até mesmo o tal motorista sair do ônibus para ir ao banco, isso mesmo, ele foi ao banco e deixou o ônibus parado no ponto.

Demora essa que me fez chegar as barcas e só ter tempo de ver a mesma saindo e me fazendo esperar mais 20 minutos pela próxima. Resumindo, eu demorei 1 hora a mais do que deveria.

Chegando recebi a noticia de que o celular foi encontrado, mas a cor não. Ao chegar na loja e perguntar se existiam outras cores, por sorte existia a única cor alternativa que eu aceitaria além da verde, a Universal Blue (a parte do Universal é importante porque podem teimar em dizer o contrário, mas os outros modelos com Blue eram pretos) e sem enrolar muito disse logo que iria comprar antes que batesse a dúvida, ou eu lembrasse do verde.

Então, paguei o aparelho e fui pegar com o funcionário do almoxarifado. O sujeito abriu a caixa para mostrar que todos os itens estavam na caixa e nesse momento caiu um folhetinho onde estava escrito: “Kit de boas vindas VIVO“. Acredito que minha cara foi mudando de cor enquanto lembranças do início do dia passavam pela minha cabeça. Não era possível eu ter comprada um aparelho bloqueado.

Depois desse momento de alta tensão, fiz os testes com o meu chip e tudo funcionou normalmente. Ninguém soube explicar o que aquele folheto estava fazendo dentro da caixa, mas enfim apesar de tudo o dia terminou bem. Comprei meu celular e depois fui comer no Habib’s com a Hanna.

O celular que eu comprei foi um Samsung SGH-F250 e em breve postarei uma resenha sobre o mesmo.